quinta-feira, 7 de maio de 2015

Capítulo 13 - Reflexões sobre o que é interdisciplinar

Fragmentos e reflexões sobre o texto: Desafios e perspectivas do trabalho interdisciplinar no Ensino Fundamental: contribuições das pesquisas sobre interdisciplinaridade no Brasil: o reconhecimento de um percurso.

Interdisciplinaridade é uma nova atitude frente à questão do conhecimento, de abertura à compreensão de aspectos ocultos do ato de aprender e dos aparentemente expressos colocando-os em questão. Entretanto, esse conceito ainda é de difícil compreensão: como aplicar? Como entender? Como evoluir? Nas escolas, esse trabalho ainda é nebuloso, pois para praticá-la é necessário a colaboração de muitos professores. Uma ideia de colocar um projeto interdisciplinar na prática é um projeto que envolva toda escola, promovido pela direção, em parceria com todos os professores e salas de aula.

Todo projeto interdisciplinar competente nasce de um lócus bem delimitado, portanto é fundamental contextualizar-se para poder conhecer. A contextualização exige uma recuperação da memória em suas diferentes potencialidades, portanto do tempo e do espaço no qual se aprende. Podemos usar a ferramenta da contextualização para ensinar conceitos aos alunos. Dessa forma, eles podem compreender o universo que os cerca e, a partir, aplicar os conceitos aprendidos em outros contextos. Acredito que ensinar através da contextualização faz com que disperte o aluno ao saber, pois a ciência é aproximada à vivência do aluno, gerando interesse.

Uma forma de promover a interdisciplinaridade observada no texto, foi questionando o mundo ao seu redor. Julgo essa forma prática bastante eficaz, pois envolve os conceitos já vistos pelos alunos e relacionar com a forma que esses usam tais conceitos para entender o mundo que os cerca. Segundo o texto, há diferentes formas de perguntas: as previsíveis, presas a um tema maior (disciplinares) e outras que englobam conceitos além, os conceitos interdisciplinares, que podem evoluir o conhecimento do aluno. Com o uso desse método, o professor consegue verificar como está a construção do conhecimento no aluno, podendo ser uma forma avaliativa.

“O processo interdisciplinar desempenha um papel decisivo no sentido de dar corpo ao sonho, o de fundar uma obra de educação à luz da sabedoria, da coragem e da humildade.”

No texto, podemos ainda ver diferentes formas de professor, como segue:

a)      competência intuitiva: própria de um sujeito que vê além de seu tempo e espaço. O professor intuitivo não se contenta em executar o planejamento elaborado - ele busca sempre novas e diferenciadas alternativas para o seu trabalho - assim, a ousadia acaba sendo um de seus principais atributos. Muitas vezes paga caro pela mesma, pois as instituições encontram-se atadas a planos rígidos e comuns, e não perdoam a quem ousa transgredir sua acomodação. O intuitivo competente é sempre uma pessoa equilibrada e comprometida – embora aparentemente pareça alguém que apenas inova. Sua característica principal é o comprometimento com um trabalho de qualidade - ele ama a pesquisa, pois esta representa a possibilidade da dúvida - o professor que pesquisa é aquele que pergunta sempre, que incita seus alunos a perguntarem e duvidarem. Porque ama a pesquisa, é um erudito - lê muito e incita seus alunos a lerem.

b)     competência intelectiva: a capacidade de refletir é tão forte e presente nele, que imprime esse hábito naturalmente a seus alunos - Analítico por excelência, privilegia todas as atividades que procuram desenvolver o pensamento reflexivo. Comumente é visto como um filósofo, como um ser erudito, logo adquire o respeito não apenas de seus alunos, mas de seus pares - é aquele que todos consultam quando têm alguma dúvida. Ele é um ser de esperas consolidadas; planta, planta, planta e deixa a colheita para outrem. Ele ajuda a organizar idéias, classificá-las, defini-las.

c)       competência prática: a organização espaço/temporal é seu melhor atributo. Tudo com ele ocorre milimetricamente conforme o planejado. Chega aos requintes máximos do uso de técnicas diferenciadas. Ama toda a inovação. Diferentemente do intuitivo, copia o que é bom, pouco cria, mas ao selecionar consegue boas cópias, alcança resultados de qualidade. Sua capacidade de organização prática torna-o um professor querido por seus alunos, que nele sentem a presença de um porto-seguro.

d)     competência emocional: uma outra espécie de equilíbrio é constatado no emocionalmente competente; uma competência de ―leitura de alma‖. Ele trabalha o conhecimento sempre a partir do autoconhecimento. Esta forma especial de trabalho vai disseminando tranquilidade e segurança maior no grupo. Existe em seu trabalho um apelo muito grande aos afetos. Expõe suas ideias através do sentimento, provocando uma sintonia mais imediata. A inovação é sua ousadia maior. Auxiliando na organização das emoções, contribui também para a organização de conhecimentos mais próximos às vidas.


O  conceito e a aplicação da interdisciplinaridade no Brasil ainda precisa de estudos e maiores participações, por ser de difícil trabalho. Acredito que, no futuro, não exista as limitações que cada disciplina impõem por si só, todas convergiram para um mesmo objetivo, um mesmo propósito.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Capítulo 12- Não se acostume!

O que queremos? Por que aceitamos? O que nos impede? Isso é o suficiente? 
Vídeo de Antônio Abujamra

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Capítulo 11 - Atividades do Recesso

No recesso de Janeiro, tivemos que participar de eventos culturais para aprimorar ideias para levar o teatro para a educação, como uma ferramenta de ensino-aprendizagem efetiva. As atividades que participei foram:

Evento 1: Uma noite no museu 3


                O filme é sequência da história do Museu de História Natural, de Nova York. A drama é envolta dos objetos do Museu que ganham vida durante a noite. Nesse terceiro filme, a vida dos objetos começa a ser interrompida, devido à degradação de uma peça egípcia existente no museu. Para não perder seus novos amigos, o segurança do museu, Larry Daley (Ben Stiller). O cenário do filme é bem trabalhado e é em maior parte dentro do Museu.


Evento 2: O Homem De La Mancha


Musical apresentado no teatro Sesi, dirigido por Miguel Falabela conta a história de Miguel Cervantes, personagem do livro “Dom Quixote”. O interessante da peça é o local onde se passa a história: um manicômio. Miguel Cervantes é um ator, cobrador de impostos que se interna junto com seu criado, o Sancho. Para driblar a triste realidade, ele propõem aos outros internos que transformem seus sonhos em teatro, de forma a suportar o cotidiano. As interpretações dos personagens foi impecável. O cenário e o jogo de luzes, com certeza, foram o diferencial da peça. Além, é claro, das músicas que são fortes e marcantes.






sábado, 18 de abril de 2015

Capítulo 10 - Greve

O mês de março foi marcado pela luta dos professores para melhoria no ensino e melhores condições de trabalho. Os professores estão em greve desde, mais ou menos, o dia 10 de março. Os alunos estão, portanto, sem aulas regulares e não há um retorno do governo do estado em relação à greve. Acredito que os professores devem lutar pelos seus direitos, pois a cada dia, a situação do ensino público é mais alarmante. Em uma turma do período noturno do ensino médio, por exemplo, tinham mais de 50 alunos matriculados. A sala estava com muitos alunos e, consequentemente, existia uma enorme dificuldade da professora em controlar a sala. Além do número de alunos em sala, a escola ainda mantém a estrutura de anos atrás, mesmo com o avanço da tecnologia e diversas novidades para o ensino.
Essa semana, alguns professores retornaram às atividades habituais, pois muitos alunos estavam se transferindo de escola, por conta da greve dos professores. A falta de cooperação entre as escolas pode ter sido um motivo para dificultar o avanço da greve. Se todas escolas públicas entrassem em greve, provavelmente, a mídia se voltaria para a questão da educação. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu e os professores voltaram as atividades normais sem que houvesse qualquer mudança. Mas até quando eles suportarão esse quadro?

sábado, 4 de abril de 2015

Capítulo 9 - Ausência de limitações entre arte e ciência

O projeto interdisciplinar propõem uma forma de ensino-aprendizagem diversificada: ensinar ciências através da arte. Infelizmente, a arte é muitas vezes deixada de lado na escola; pois seu valor cultural não é bem conhecido. Essa visão de arte está sendo reconstruída atualmente.
Uma matéria postada recentemente nesse blog: http://awebic.com/cultura/em-125-anos-milhoes-de-pessoas-tem-olhado-para-essa-pintura-ninguem-tinha-percebido-isso-ate-agora/,  abriu minha mente em relação às obras de arte que, para mim, continuam sendo abstratas. A matéria conta a respeito da doença enfrentada pelo artista Van Gogh e sua expressão através da arte, que auxilia a compreender fenômenos de difícil compreensão: como a relatividade e a turbulência.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Capítulo 8 - Novo Ciclo

As aulas na escola estadual Coronel Bonifácio retornaram no início do mês de fevereiro. A expectativa dos alunos do PIBID era que, ao menos no início do ano letivo, os alunos fossem mais empolgados às aulas. Porém o cenário encontrado não foi diferente do último dia de aula do ano passado.Esse quadrimestre irei às sextas-feiras para a escola e, nesses dias, a média de alunos continua baixíssima. Numa turma com 50 matriculados, apenas 10 frequentam a escola nesse dia. Não houve, pelo menos não que eu tivesse visto, algum projeto da diretoria para mudar esse quadro. Será que teria como mudar? O que faria com que a escola se aproximasse mais dos alunos?
No intervalo das aulas, na sala dos professores, aconteceu uma discussão entre eles à respeito do número de alunos matriculados. Muitos professores preferem os dias de sexta-feira para lecionar, devido ao silêncio e estarem apenas os alunos mais interessados. Quando estudei no ensino médio, em 2009, a média dos alunos era de, no máximo, 45 alunos. Atualmente, o número varia entre os 50. Um professor consegue controlar a aula com 50 alunos? Um professor consegue ouvir 50 alunos? Um professor conhece 50 alunos? Acho muito difícil. A questão é: quando alguém do sistema educacional vai se atentar para essa lotação na sala de aula? Busquei algum artigo que fizesse uma ponte entre o ensino e a lotação nas salas de aula, entretanto, não encontrei nenhum estudo nesse ramo. Entretanto, encontrei uma reportagem, na qual informa que teria um projeto de lei, que está indo ao senado, para limitar a 35 alunos por classe. Essa matéria é de fevereiro de 2015. O criador do projeto de defende a seguinte ideia:

“Se você tiver uma sala de aula lotada com 40, 50 alunos,
 numa aula de 45 minutos, onde o professor tem que passar 
o conteúdo da sua matéria, tirar as dúvidas e
 conferir lições de casa ou qualquer tarefa, certamente 
uma boa parte dos alunos não vai contar com a atenção do professor” 
Jorginho Maluly, autor da proposta.

   De acordo com a matéria, conforme o aluno se torna mais autônomo, maior o número de alunos por professor, sendo o máximo de 35 alunos para o ensino médio, o que, na minha opinião, ainda são muitos alunos, porém já é um começo. Essa matéria pode ser consultada aqui: http://www.revistapontocom.org.br/materias/projeto-que-limita-numero-de-alunos-em-sala-de-aula-segue-para-o-senado .
    Entretanto, essa questão já havia sido discutida em 2011, quando uma deputada criou um projeto de lei muito parecido com citado acima, limitando cerca de 20 alunos por sala de aula. Infelizmente, esse projeto foi vetado e o principal argumento foi o custo dessa mudança aos cofres públicos. Apesar de ser de 2011 essa tentativa de projeto, acredito que estamos longe de um projeto de lei como esse ser aprovado, já que a educação no país não é o primeiro plano do governo.  A reportagem "Salas Lotadas, Ensino Prejudicado", da Gazeta do Povo, pode ser lida aqui: http://wwww.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/salas-lotadas-ensino-prejudicado-eqfmco24cij49omxq31k46ry






quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Capítulo 7 - Educando com arte



Nesse mês, aproveitamos as férias para buscar formas alternativas de ensino. O teatro Arena, localizado no centro de São Paulo, ofereceu nesse mês uma oficina que combina bastante com nossa proposta de ensino no PIBID: Educando com arte. O objetivo dessa oficina é despertar a sensibilidade e a criatividade para o ensino em sala de aula, utilizando as técnicas teatrais. 
No encontro de ontem, que foi meu primeiro encontro nessa atividade, fizemos dinâmicas e lemos o texto: "Uma visita do Sr. Newton". A leitura foi dividida em um narrador, o narrador na história e o Newton. A ideia da atividade era perceber as vozes, as intonações e a projeção da voz. Esse exercício é importante para o professor que quer e precisa ser ouvido dentro da sala de aula. A princípio, senti um pouco reprimida na atividade, devido ter que ir na frente do palco e emprestar a voz a um personagem, mas conforme os grupos foram se apresentando, o texto fixou e foi muito mais fácil.
Além disso, assistimos trechos de dois filmes: GATTACA e Sociedade dos Poetas Mortos. O primeiro será discutido no próximo encontro e devemos assisti-lo. O segundo, do Robie Willians, é a história de um professor que incentiva e inspira seus alunos a seguirem seus ideais. Acredito que esse é o real papel do professor: inspirar e incentivar seus alunos a buscarem conhecimentos.


Sociedade dos Poetas Mortos (1989)