segunda-feira, 18 de maio de 2015

Capítulo 15 - Questões enfrentadas na escola

         Problematização


“O professor mais experiente possui mais tato para perceber o que funciona e o que não funciona em uma sala de aula; saindo melhor na questão do improviso.”
- Como atrair os alunos para a escola?
- Como melhorar/ aproximar os conhecimentos dos alunos de escola  pública com os alunos de escolas particulares, preparando-os para o vestibular e para a universidade pública?


          Coleta de dados


                Após observação de várias turmas nas aulas de Química, da professora Sônia, é notório a falta de comprometimento dos alunos na sala de aula. Entretanto, esse tipo de comportamento é, de certa forma, consequência da abordagem da própria escola. Os alunos possuem várias oportunidades de quitarem as faltas com trabalhos extras fornecidos pela direção. Muitas reuniões e conselhos são marcados em mais de um dia, sendo de quarta-feira, quinta-feira; fazendo com que os alunos se sintam desestimulados na semana inteira, já que há uma folga no meio da semana. O ensino superior não possui espaço para divulgação, as datas não são divulgadas pelos professores na sala de aula, distanciando os alunos da universidade. Muitos deles, inclusive, relatam o ensino superior como um ensino restrito à um tipo de classe social elevada. Questões relacionadas ao ENEM ou a outro vestibular não são incorporadas nas aulas de exercício, ou seja, os alunos não estão preparados para estudarem e se interessarem pelo vestibular.
O professor deve estimular o pensamento e o interesse dos alunos para além do diploma, para buscar mais oportunidades, tendo objetivos definidos antes mesmo de entrar na sala de aula. Com os objetivos bem delimitados, o professor consegue trazer os alunos para a sala de aula. O projeto pedagógico da escola também deve ser bem estruturado. Os professores, em parceria, podem mudar a realidade de muitos alunos, propondo eventos que desenvolvam o pensamento crítico dos alunos e os estimulem a buscar conhecimento além dos que o ensino médio pode proporcionar.


Considerações finais

Muitos artigos trabalhados nas disciplinas da licenciatura, mostram o real papel do professor, sua função para a sociedade como um todo.  O professor como profissional reflexivo é o professor que a sociedade atual precisa, superando os novos desafios de todo o sistema. Esse tipo de leitura contribui em nossa formação para sempre buscarmos ferramentas além do sistema tradicional, nos tornando profissionais preocupados com o futuro. A educação é uma ferramenta, se não a única, que possui o poder de mudar a realidade das pessoas. E, por isso, a formação de um professor reflexivo deve ser eficiente e bem estruturada. No Coronel Bonifácio possui outros integrantes do PIBID, de outras faculdades. Percebo que a formação da UFABC é muito diferente das outras faculdades,a  visão do professor é muito mais ampla. Com isso, acredito que a mudança, o trabalho de formiguinha para um bem maior, está cada vez mais próximo de acontecer de forma efetiva.

Capítulo 14 - Reflexões e Fragmentos do texto: A Autonomia de professores, de José Coutreras. Capítulo 5: O professor como profissional reflexivo.


                A ideia do profissional reflexivo, segundo Schon é o profissional que enfrenta situações que não se resolvem por meio de repertórios técnicos. Atividades que se caracterizam por atuar sobre situações incertas, instáveis, singulares e nas quais existe um conflito de valor. Com isso há a distinção entre “conhecimento na ação” e “reflexão na ação”.  O conhecimento na ação se baseia naquele conhecimento onde não há uma reflexão prévia, a ação vai se construindo de forma sincronizada com o conhecimento ou descobertas que vão sendo vivenciadas na execução de alguma atividade.
                A reflexão na ação está voltada para quando fugimos do habitual, pensando na forma que as atividades são realizadas e focando no resultado esperado. Uma característica de reflexão é a repetição.  Um profissional é um especialista que enfrenta repetidamente  determinados tipos de situação e consegue desenvolver um repertório de técnicas, imagens e resultados que servem de bases para decisões. Facilitando o trabalho de profissionais mais experientes, por exemplo.  Entretanto, deve-se estar sempre atento ao surgimento de diferenças e variações no cenário, para assim que necessário, mudar suas perspectivas, entendendo problemas de novas maneiras.  Assim, os professores podem se encontrar em processos imediatos de reflexão na ação no caso de terem de responder a uma ação imprevista no ritmo da classe. Entretanto, esses processos podem ser demorados. A experiência dos professores é acompanhado na prática. Nas aulas de Química na qual frequento, a professora é experiente e já possui um repertório de ações e situações vividas na escolha, obtidos através dos anos de ensino. Nas aulas, inclusive, os conteúdos a serem trabalhados não são baseados em livros didáticos, a professora usa os conhecimentos dela para ensinar e já possui ferramentas para driblar o inesperado, que pode surgir por parte dos alunos.
                O processo de reflexão na ação, segundo Schon, transforma o profissional em um “pesquisador no contexto da prática”.  Nesse contexto, ele não precisa de técnicas e teorias preestabelecidas, mas constrói uma nova maneira de observar o problema que lhe permita atender suas peculiaridades e decidir o que vale a pena salvar ou colocar um ponto final. Em ocasiões como essas, os práticos demonstram sua “arte profissional”, ao serem capazes, de forma aparentemente simples, de manipular as quantidades de informação, selecionando os traços relevantes e extraindo consequências a partir do conhecimento profissional de casos anteriores, reconhecendo a singularidade da nova situação em comparação com outras.
                A prática constitui-se, desse modo, um processo que se abre não só para resolução de problemas de acordo com determinados fins, mas à reflexão sobre quais devem ser os fins, qual o seu significado concreto em situações complexas e conflituosas, “que problemas valem a pena serem resolvidos e que papel desempenhar neles”. E isso pode levar à análise das normas e critérios implícitos de avaliação empregados ou à forma com que se entende e constrói o papel profissional dentro do contexto e social mais amplo do que atua.
                A relação é também transacional no sentido de que os fenômenos que o profissional quer entender são em parte produto de sua intervenção; ele se encontra na situação que quer compreender, pois entender a situação é entender a forma com que se relaciona com ela, como define seu papel e que consequências têm na prática. Ao contrário do modelo de racionalidade técnica, no qual se entendia a ação profissional como externa a uma realidade alheia, o profissional reflexivo entende que ele faz parte da situação, por meio do qual deve-se entendê-la como configurada pelas transações realizadas com suas contribuições.
                Favorecer, por exemplo, a compreensão dos alunos ou estimular seu pensamento crítico são pretensões educativas que se abrem ao inesperado porque se referem a dimensões criativas das pessoas. Definem um potencial a ser desenvolvidos nos alunos que pode se abrir a possibilidades imprevistas, tanto no que se refere à experiência educativa a que pode dar lugar, como pela aprendizagem que pode ser realizada. Se as experiências pedagógicas se guiam de forma genuína por valores dessa natureza (mais do que exclusivamente pela conquista de habilidades ou pelo domínio da informação), então devem caracterizar-se pelo que as move, mais do que pelo que conseguem como produtos temporais da aprendizagem.
               

                

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Capítulo 13 - Reflexões sobre o que é interdisciplinar

Fragmentos e reflexões sobre o texto: Desafios e perspectivas do trabalho interdisciplinar no Ensino Fundamental: contribuições das pesquisas sobre interdisciplinaridade no Brasil: o reconhecimento de um percurso.

Interdisciplinaridade é uma nova atitude frente à questão do conhecimento, de abertura à compreensão de aspectos ocultos do ato de aprender e dos aparentemente expressos colocando-os em questão. Entretanto, esse conceito ainda é de difícil compreensão: como aplicar? Como entender? Como evoluir? Nas escolas, esse trabalho ainda é nebuloso, pois para praticá-la é necessário a colaboração de muitos professores. Uma ideia de colocar um projeto interdisciplinar na prática é um projeto que envolva toda escola, promovido pela direção, em parceria com todos os professores e salas de aula.

Todo projeto interdisciplinar competente nasce de um lócus bem delimitado, portanto é fundamental contextualizar-se para poder conhecer. A contextualização exige uma recuperação da memória em suas diferentes potencialidades, portanto do tempo e do espaço no qual se aprende. Podemos usar a ferramenta da contextualização para ensinar conceitos aos alunos. Dessa forma, eles podem compreender o universo que os cerca e, a partir, aplicar os conceitos aprendidos em outros contextos. Acredito que ensinar através da contextualização faz com que disperte o aluno ao saber, pois a ciência é aproximada à vivência do aluno, gerando interesse.

Uma forma de promover a interdisciplinaridade observada no texto, foi questionando o mundo ao seu redor. Julgo essa forma prática bastante eficaz, pois envolve os conceitos já vistos pelos alunos e relacionar com a forma que esses usam tais conceitos para entender o mundo que os cerca. Segundo o texto, há diferentes formas de perguntas: as previsíveis, presas a um tema maior (disciplinares) e outras que englobam conceitos além, os conceitos interdisciplinares, que podem evoluir o conhecimento do aluno. Com o uso desse método, o professor consegue verificar como está a construção do conhecimento no aluno, podendo ser uma forma avaliativa.

“O processo interdisciplinar desempenha um papel decisivo no sentido de dar corpo ao sonho, o de fundar uma obra de educação à luz da sabedoria, da coragem e da humildade.”

No texto, podemos ainda ver diferentes formas de professor, como segue:

a)      competência intuitiva: própria de um sujeito que vê além de seu tempo e espaço. O professor intuitivo não se contenta em executar o planejamento elaborado - ele busca sempre novas e diferenciadas alternativas para o seu trabalho - assim, a ousadia acaba sendo um de seus principais atributos. Muitas vezes paga caro pela mesma, pois as instituições encontram-se atadas a planos rígidos e comuns, e não perdoam a quem ousa transgredir sua acomodação. O intuitivo competente é sempre uma pessoa equilibrada e comprometida – embora aparentemente pareça alguém que apenas inova. Sua característica principal é o comprometimento com um trabalho de qualidade - ele ama a pesquisa, pois esta representa a possibilidade da dúvida - o professor que pesquisa é aquele que pergunta sempre, que incita seus alunos a perguntarem e duvidarem. Porque ama a pesquisa, é um erudito - lê muito e incita seus alunos a lerem.

b)     competência intelectiva: a capacidade de refletir é tão forte e presente nele, que imprime esse hábito naturalmente a seus alunos - Analítico por excelência, privilegia todas as atividades que procuram desenvolver o pensamento reflexivo. Comumente é visto como um filósofo, como um ser erudito, logo adquire o respeito não apenas de seus alunos, mas de seus pares - é aquele que todos consultam quando têm alguma dúvida. Ele é um ser de esperas consolidadas; planta, planta, planta e deixa a colheita para outrem. Ele ajuda a organizar idéias, classificá-las, defini-las.

c)       competência prática: a organização espaço/temporal é seu melhor atributo. Tudo com ele ocorre milimetricamente conforme o planejado. Chega aos requintes máximos do uso de técnicas diferenciadas. Ama toda a inovação. Diferentemente do intuitivo, copia o que é bom, pouco cria, mas ao selecionar consegue boas cópias, alcança resultados de qualidade. Sua capacidade de organização prática torna-o um professor querido por seus alunos, que nele sentem a presença de um porto-seguro.

d)     competência emocional: uma outra espécie de equilíbrio é constatado no emocionalmente competente; uma competência de ―leitura de alma‖. Ele trabalha o conhecimento sempre a partir do autoconhecimento. Esta forma especial de trabalho vai disseminando tranquilidade e segurança maior no grupo. Existe em seu trabalho um apelo muito grande aos afetos. Expõe suas ideias através do sentimento, provocando uma sintonia mais imediata. A inovação é sua ousadia maior. Auxiliando na organização das emoções, contribui também para a organização de conhecimentos mais próximos às vidas.


O  conceito e a aplicação da interdisciplinaridade no Brasil ainda precisa de estudos e maiores participações, por ser de difícil trabalho. Acredito que, no futuro, não exista as limitações que cada disciplina impõem por si só, todas convergiram para um mesmo objetivo, um mesmo propósito.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Capítulo 12- Não se acostume!

O que queremos? Por que aceitamos? O que nos impede? Isso é o suficiente? 
Vídeo de Antônio Abujamra

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Capítulo 11 - Atividades do Recesso

No recesso de Janeiro, tivemos que participar de eventos culturais para aprimorar ideias para levar o teatro para a educação, como uma ferramenta de ensino-aprendizagem efetiva. As atividades que participei foram:

Evento 1: Uma noite no museu 3


                O filme é sequência da história do Museu de História Natural, de Nova York. A drama é envolta dos objetos do Museu que ganham vida durante a noite. Nesse terceiro filme, a vida dos objetos começa a ser interrompida, devido à degradação de uma peça egípcia existente no museu. Para não perder seus novos amigos, o segurança do museu, Larry Daley (Ben Stiller). O cenário do filme é bem trabalhado e é em maior parte dentro do Museu.


Evento 2: O Homem De La Mancha


Musical apresentado no teatro Sesi, dirigido por Miguel Falabela conta a história de Miguel Cervantes, personagem do livro “Dom Quixote”. O interessante da peça é o local onde se passa a história: um manicômio. Miguel Cervantes é um ator, cobrador de impostos que se interna junto com seu criado, o Sancho. Para driblar a triste realidade, ele propõem aos outros internos que transformem seus sonhos em teatro, de forma a suportar o cotidiano. As interpretações dos personagens foi impecável. O cenário e o jogo de luzes, com certeza, foram o diferencial da peça. Além, é claro, das músicas que são fortes e marcantes.






sábado, 18 de abril de 2015

Capítulo 10 - Greve

O mês de março foi marcado pela luta dos professores para melhoria no ensino e melhores condições de trabalho. Os professores estão em greve desde, mais ou menos, o dia 10 de março. Os alunos estão, portanto, sem aulas regulares e não há um retorno do governo do estado em relação à greve. Acredito que os professores devem lutar pelos seus direitos, pois a cada dia, a situação do ensino público é mais alarmante. Em uma turma do período noturno do ensino médio, por exemplo, tinham mais de 50 alunos matriculados. A sala estava com muitos alunos e, consequentemente, existia uma enorme dificuldade da professora em controlar a sala. Além do número de alunos em sala, a escola ainda mantém a estrutura de anos atrás, mesmo com o avanço da tecnologia e diversas novidades para o ensino.
Essa semana, alguns professores retornaram às atividades habituais, pois muitos alunos estavam se transferindo de escola, por conta da greve dos professores. A falta de cooperação entre as escolas pode ter sido um motivo para dificultar o avanço da greve. Se todas escolas públicas entrassem em greve, provavelmente, a mídia se voltaria para a questão da educação. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu e os professores voltaram as atividades normais sem que houvesse qualquer mudança. Mas até quando eles suportarão esse quadro?

sábado, 4 de abril de 2015

Capítulo 9 - Ausência de limitações entre arte e ciência

O projeto interdisciplinar propõem uma forma de ensino-aprendizagem diversificada: ensinar ciências através da arte. Infelizmente, a arte é muitas vezes deixada de lado na escola; pois seu valor cultural não é bem conhecido. Essa visão de arte está sendo reconstruída atualmente.
Uma matéria postada recentemente nesse blog: http://awebic.com/cultura/em-125-anos-milhoes-de-pessoas-tem-olhado-para-essa-pintura-ninguem-tinha-percebido-isso-ate-agora/,  abriu minha mente em relação às obras de arte que, para mim, continuam sendo abstratas. A matéria conta a respeito da doença enfrentada pelo artista Van Gogh e sua expressão através da arte, que auxilia a compreender fenômenos de difícil compreensão: como a relatividade e a turbulência.